Por Tatiana Santos
O processo de escolha das obras do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) para o ciclo de 2027 a 2030 foi concluído na rede municipal de ensino. A iniciativa garante que milhares de estudantes em Itabira tenham acesso a materiais pedagógicos de alta qualidade gráfica e de conteúdo, analisados por equipes técnicas, coordenadores e professores.
A definição dos livros segue um modelo de consulta e debate. Após a avaliação inicial feita pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), os profissionais da rede local se reúnem por componente curricular.
Cada unidade escolar envia representantes para defender as opções escolhidas, buscando um consenso para a adoção de um acervo único em toda a rede. Essa padronização entre as unidades municipais tem a finalidade de garantir a continuidade do aprendizado, principalmente quando há transferência de alunos entre bairros diferentes durante o ano letivo.
Conforme destaca a subsecretária de gestão pedagógica, Heldeane da Conceição Santos: “A rede adotou o critério de entrar nesse consenso de escolher junto, inclusive por causa de remanejamento. Se a gente tem livro diferente, é um problema. Como a gente escolhe em rede, consegue remanejar entre as escolas e garante uma igualdade na linha de trabalho”. Além da justiça pedagógica, a estrutura atual do PNLD representa uma evolução em relação a décadas anteriores, quando as famílias precisavam comprar coleções caras ou reaproveitar livros consumíveis.
Hoje, os exemplares distribuídos são reutilizáveis por quatro anos e alinhados às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Com a escolha finalizada, as obras passam a atuar como suporte para o planejamento dos professores em sala de aula, complementando os recursos didáticos digitais e audiovisuais já disponíveis na rede de ensino.