Por Tatiana Santos
Além de um ritmo musical ou expressão artística, a prática do forró em Itabira vem se fortalecendo como uma poderosa ferramenta de bem-estar emocional e convivência social. Membros do Coletivo Forró Livre relatam que a ocupação dos espaços públicos com a dança tem ajudado participantes a superarem momentos difíceis e a transformarem sua rotina por meio da interação social e da dança.
O impacto da prática no cotidiano dos frequentadores é traduzido por uma expressão que se tornou o lema dos alunos e participantes das praças itabiranas. “Tem uma frase que nós colocamos lá: fui atrás da felicidade, acabei no forró. Uma aluna colocou lá que não é terapia, é terapêutico. O forró traz essa felicidade, é um prazer estar dançando, uma conexão”, explica Geraldo Alves, um dos fundadores do grupo.
A conexão criada pelo contato na dança traz benefícios perceptíveis na saúde mental do público. Conforme relata Fabiano Palauro, o ambiente respeitoso do forró atua diretamente no humor dos frequentadores. “O forró tem uma habilidade de trazer essa alegria, a pessoa quando está dançando não está pensando em problema. Acontecem muitos resgates de pessoas que não estão bem e quando chegam no forró elas transformam aquela energia”, pontua.

O movimento atrai perfis variados, desde jovens até pessoas que nunca tiveram contato anterior com a dança. O público encontra na atividade um espaço seguro de acolhimento e escuta sem julgamentos. As dinâmicas incluem desde encontros informais nas praças até viagens em grupo para eventos em cidades vizinhas.
Com encontros quinzenais planejados para praças como a Praça do Pará e o Centro Cultural, o projeto pretende continuar oferecendo esse espaço de conexão, onde não é preciso saber dançar para participar, bastando o interesse em estar presente e se conectar com novas pessoas.