Nos dias de hoje, vivemos cercados por imagens de todos os tipos, presentes em jornais, revistas, cartazes, no ambiente de trabalho, nas TVs e em praticamente todos os lugares. Essa é uma realidade inegável. Por um lado, isso é positivo, pois é nessa diversidade de informações que aprimoramos nossas capacidades de raciocínio, entendimento e percepção de como a comunicação influencia o nosso cotidiano. Por outro lado, é preciso cuidado: nunca devemos nos tornar escravos do que se esconde por trás dessas informações.
Outrora, a Bíblia registra o que aconteceu ao povo hebreu quando se deixou levar pela adoração ao Bezerro de Ouro. E cabe a reflexão: será que ainda hoje não adoramos nossos próprios “bezerros de ouro” ao longo da vida? Eles existem nas mais diversas formas imagináveis. Manifestam-se quando somos orgulhosos ou mesquinhos; quando cobiçamos o que é alheio; quando não controlamos nossos desejos a qualquer custo; quando criticamos injustamente o próximo, especialmente quando deixamos de oferecer amor e agimos como falsos profetas. Em muitas situações, esquecemo-nos de que Deus é amor.
Frequentemente, somos ingratos com aqueles que nos estenderam a mão nos momentos mais difíceis. Por conveniência, esquecemos ou até tiramos proveito da desgraça alheia. Não é essa também uma verdade? Que atire a primeira pedra aquele que jamais tenha pensado ou agido dessa forma.
Podemos, então, lembrar de Paulo. Judeu exemplar, instruído por um dos maiores mestres de sua época, conhecedor da lei divina e integrante do grupo dos fariseus, ele inicialmente perseguiu os seguidores de Jesus Cristo. Ao tomar conhecimento da nova doutrina, não hesitou em combatê-la, acreditando cumprir seu dever de manter a ordem. No entanto, o restante da história é conhecido: após sua conversão, tornou-se, depois dos apóstolos, um dos maiores pregadores do Evangelho, dedicando sua vida à fé até ser morto por aqueles que antes eram seus companheiros. Paulo foi escolhido pelo Espírito Santo.
Diante disso, surge outra reflexão: todos nós, que nos dizemos cristãos, também somos chamados a assumir uma missão. Ainda somos capazes de cumpri-la? A Semana Santa passou, e quais frutos colhemos desse período? Tudo na vida é passageiro, mas deixa ensinamentos, exemplos e oportunidades de mudança. Estamos realmente dispostos a partilhar, a estender a mão e a oferecer o pão a quem precisa?
A misericórdia de Deus é algo de que todos necessitamos, independentemente de nossas falhas. Rejeitar essa possibilidade de transformação é perder a graça divina em um mundo cada vez mais caótico, onde valores superficiais acabam prevalecendo.
Que possamos, então, buscar a humildade e permitir que a graça de Deus nos dê coragem para transformar aquilo que precisa ser mudado em nossas vidas, sempre para melhor. Nos dias atuais, em meio à correria, as dores são inevitáveis; porém, com Cristo, em Cristo e por Cristo, a vitória é certa. A ressurreição de Cristo é a coroação dessa transformação. Pense nisso.