Por Marcello Ambrósio
Rogério Silva do Amparo, de 72 anos, que estava foragido da Justiça após o assassinato de sua vizinha em Guarujá, no litoral de São Paulo, entregou-se à Polícia Civil em Belo Horizonte no último domingo. O crime vitimou Rosângela Santos de Araújo, de 53 anos, que havia sido dada como desaparecida no dia 6 de abril e foi encontrada morta três dias depois, escondida na residência do suspeito. A localização do corpo só foi possível depois que o advogado de Rogério procurou as autoridades para informar sobre o ocorrido, dando início à investigação que apontou o vizinho como o principal autor do homicídio.
Em depoimento realizado por videoconferência e posteriormente confirmado na delegacia, Rogério confessou ter desferido três marteladas no rosto da vítima durante uma discussão motivada por dinheiro. Segundo a versão do agressor, ele e Rosângela mantinham um relacionamento extraconjugal e, no dia do crime, ele teria saído para comprar entorpecentes para ambos. Ao retornar, o homem alegou ter sentido falta de aproximadamente R$ 70,00 e, ao confrontar a vizinha sobre o suposto furto, a briga escalou até o ataque fatal. A delegada responsável pelo caso na Delegacia de Defesa da Mulher de Guarujá confirmou que o suspeito é natural da capital mineira e havia se mudado para o litoral paulista recentemente, no final do ano passado.
A família de Rosângela viveu dias de angústia antes da descoberta do corpo, chegando a registrar um boletim de ocorrência por desaparecimento quando ela não retornou para casa após sair para, supostamente, buscar dinheiro. O filho da vítima relatou à polícia que esse comportamento não era comum e buscou informações com vizinhos no bairro onde moravam, mas ninguém havia admitido saber o paradeiro da mulher até a confissão do advogado do suspeito. Rogério permanece preso em Minas Gerais à disposição da Justiça paulista, enquanto o inquérito policial segue em andamento para apurar todos os detalhes da dinâmica do crime e a relação entre as partes envolvidas.
