A Polícia Civil prendeu Paola Stefany Neto Cirino, de 37 anos, na madrugada desta quinta-feira (02/07), em um hotel em Itabira, onde ela estava acompanhada do filho de 6 anos. A mulher confessou ter matado o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala, para quem trabalhava como diarista há cerca de três meses. No momento da prisão, Paola ainda estava com parte dos pertences roubados do apartamento das vítimas, localizado no bairro Barro Preto, em Belo Horizonte.
De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Gustavo Barletta, ainda não foi possível determinar a quantidade exata e o valor real de tudo o que foi levado do imóvel. No entanto, Henrique Maciel, sobrinho do casal, relatou o sumiço de celulares, além de joias como relógios, anéis, braceletes de ouro e colares. A suspeita confessou ter vendido os itens roubados na Praça Sete, no centro de Belo Horizonte, pelo valor de R$ 3.300.
A linha de investigação aponta que o crime teve motivação financeira, uma vez que Paola acumulava dívidas relacionadas a apostas, e seus familiares haviam chegado a pagar cerca de R$ 40 mil a um agiota para tentar ajudá-la.
O crime teria acontecido no domingo (29), data em que imagens de câmeras de segurança flagraram a suspeita entrando e saindo do prédio. Os corpos dos idosos foram encontrados no início da tarde de terça-feira (30) por Felipe, filho do casal. Ele e o pai eram sócios em um escritório de advocacia, e o filho estranhou a ausência do pai no trabalho já na segunda-feira (29).
Após passar mais de 24 horas sem conseguir contato, Felipe foi até o apartamento e encontrou os pais já sem vida. Em nota oficial, a defesa de Paola Cirino declarou apenas que os argumentos defensivos serão apresentados no momento oportuno, com base nas provas produzidas durante o processo, enquanto a Polícia Civil segue investigando o caso. Com informações: G1 e CNN
