As autoridades que investigam o acidente aéreo ocorrido no bairro Silveira, em Belo Horizonte, apuram se o monomotor EMB-721C decolou com carga superior ao limite permitido. A aeronave, fabricada em 1979, possui um peso máximo de decolagem de 1.633 kg, e o possível excesso de peso é uma das principais hipóteses analisadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).
Para verificar essa linha de investigação, a Polícia Civil forneceu balanças ao Cenipa para a pesagem de malas e pertences das vítimas. Além disso, foi solicitado ao Instituto Médico Legal (IML) o peso exato das três vítimas fatais, enquanto o peso dos dois sobreviventes, que seguem internados no Hospital João XXIII, também será computado no cálculo total da carga que estava a bordo no momento da decolagem.
Cronologia e Vítimas
A aeronave decolou do Aeroporto da Pampulha às 12h16 da última segunda-feira (4), com cinco ocupantes e destino ao aeroporto Campo de Marte, em São Paulo. Logo após levantar voo, o piloto Wellington de Oliveira Pereira, de 34 anos, comunicou à torre de controle que estava em emergência e com dificuldades para manter a subida. Apenas três minutos após a decolagem, o avião atingiu um prédio residencial, resultando em três mortes:
- Wellington de Oliveira Pereira (piloto);
- Fernando Souto Moreira (passageiro);
- Leonardo Berganholi (passageiro, que faleceu no hospital).
Arthur Schaper Berganholi e Hemerson Cleiton Almeida continuam sob cuidados médicos. O Cenipa segue coletando dados e analisando os danos na estrutura da aeronave para entender os fatores contribuintes da queda e prevenir novos acidentes com características similares. O prédio atingido já foi parcialmente liberado pela Defesa Civil após vistorias estruturais.
