Por Tatiana Santos
O preconceito e o receio da descoberta do câncer de próstata ainda afastam muitos homens das consultas de rotina. Os receios do diagnóstico e o desconhecimento sobre a doença não devem ser barreiras para encarar de frente os cuidados. Para quebrar esses tabus, o urologista Rodolfo Gonzaga, que atua em Itabira, aborda abertamente a saúde masculina, explicando o funcionamento dos exames e desmistificando o processo de prevenção.
Apesar dos avanços sociais, a resistência cultural ao exame de toque retal e o medo do resultado ainda persistem entre o público masculino: “Temos muita resistência por medo do diagnóstico, de falar ‘não vou procurar o médico senão vou achar [a doença]’”, revelou o médico, incentivando uma mudança de postura em relação ao cuidado pessoal.
A desinformação também alimenta muitos mitos sobre os efeitos colaterais das intervenções médicas, o que afasta o paciente do consultório. O médico explica que o conhecimento correto é a melhor ferramenta para afastar o receio injustificado de sequelas permanentes e garantir a adesão ao acompanhamento de rotina.
Outro ponto importante enfatizado pelo especialista é a recuperação da qualidade de vida em tratamentos cirúrgicos. Dr Rodolfo tranquiliza os pacientes ao ressaltar que a disfunção erétil pós-operatória tem solução. “A falha da ereção depois da cirurgia é completamente reversível e vai depender de onde a pessoa está no diagnóstico”, esclarece.
A recomendação do especialista é iniciar os exames preventivos aos 45 anos, garantindo que eventuais alterações sejam detectadas no início, em uma fase em que ele é curável. Conforme o profissional, superar o receio e adotar uma postura preventiva é um ato de responsabilidade com a própria vida e com a família, e consultar um urologista regularmente permanece como a escolha mais eficaz para garantir bem-estar e longevidade.