Por Tatiana Santos
O mês de outubro traz à tona um alerta importante sobre a saúde da mulher, que a prevenção e o diagnóstico precoce continuam a ser as principais ferramentas na luta contra o câncer de mama. Porém, o ritmo acelerado do dia a dia moderno e as inúmeras jornadas de trabalho exercidas diariamente muitas vezes fazem com que o autocuidado seja deixado em segundo plano pelas próprias mulheres, que muitas vezes negligenciam os próprios sinais em prol de suas obrigações.
A rotina cansativa acumulada entre a carreira profissional, as exigências do casamento, a criação dos filhos e a gestão das tarefas do lar gera uma sobrecarga física e mental profunda que afeta diretamente o bem-estar. Esse cenário desafiador e desgastante exige uma atenção redobrada com os exames periódicos de saúde, que infelizmente acabam por ser adiados ou cancelados de última hora devido à suposta falta de tempo e prioridade na agenda.
“A mulher é cheia de um milhão de coisas para fazer, além de ser mãe, mulher, trabalha, casamento, a hora vaga ela está cuidando da casa, fazendo compras, sacolão”, comenta dra. Cassiana Leite, médica ginecologista em Itabira.
Mamografia é padrão ouro no diagnóstico
Muitas mulheres ainda acreditam que a ausência de casos de câncer de mama na família elimina os riscos de desenvolver a doença. Porém, a medicina aponta que o fator genético é apenas um dos fatores de risco, tornando o rastreamento preventivo essencial para todas, independentemente do histórico de parentesco. Nesse sentido, a mamografia regular continua sendo o método mais eficaz para detectar lesões em estágios iniciais, aumentando de forma expressiva as chances de um tratamento bem-sucedido.
“A mamografia é o nosso padrão ouro, porque existem lesões que são só detectadas por ela. Então, tem que ser feito. Eu acho um desserviço quando a mulher vira e fala assim: ‘Ah, eu não vou fazer isso porque tem radiação’. Então, o custo benefício para sua saúde, tem que ser feito”, orienta.
Ignorar esses exames periódicos representa um risco desnecessário que pode ser evitado com orientação médica adequada. “O câncer de mama é o câncer mais frequente para mulher. Então, o Outubro Rosa virou um um mês em que a gente fala: ‘acorda, mulher, vamos cuidar de você'”, diz a médica. Para a ginecologista, superar o medo e a desinformação é um passo essencial para enfrentar a doença com mais segurança.