Por Marcello Ambrósio
Um grave acidente na BR-381, em Sabará, resultou na morte do cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49 anos, e deixou a repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, em estado crítico. O ocorrido na tarde desta quarta-feira chamou a atenção por ter acontecido em uma área mapeada pelo Guia de Segurança nas Rodovias 2026, da Confederação Nacional do Transporte, como um dos dez pontos mais perigosos do país. Alice Ribeiro foi resgatada por um helicóptero e encaminhada ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, onde, segundo informações de familiares, permanece em coma. A batida frontal contra um caminhão destruiu completamente a dianteira do veículo de reportagem e causou a interdição total da pista durante os trabalhos de resgate realizados pelo Corpo de Bombeiros e pela concessionária da via.
As estatísticas da CNT reforçam a periculosidade da região, apontando que o trecho entre os quilômetros 480 e 490 da BR-381 concentrou 280 acidentes e nove mortes apenas no último ano. A rodovia é historicamente conhecida pelo alto índice de colisões, muitas vezes agravadas pelo fluxo intenso de veículos e pela predominância de pista simples em áreas cruciais da Região Metropolitana de Belo Horizonte. De forma trágica e irônica, a equipe retornava justamente de uma pauta jornalística que discutia a urgência da duplicação da via como medida fundamental para preservar vidas e reduzir o número de tragédias no asfalto.
A investigação sobre as causas exatas da colisão ficará a cargo da Polícia Civil, que analisará a dinâmica do impacto no local. O setor de comunicação e colegas de profissão lamentaram profundamente a perda de Rodrigo Lapa, profissional experiente que estava ao volante no momento do acidente. Enquanto as autoridades trabalham para esclarecer os fatos, o estado de saúde de Alice Ribeiro segue sendo monitorado pela equipe médica da capital mineira. Os dados nacionais de 2025 revelam um cenário preocupante, com mais de 72 mil acidentes em rodovias federais, evidenciando que a imprudência e a infraestrutura deficitária continuam a ser desafios críticos para a segurança pública no Brasil.
