Por Marcello Ambrósio
O que deveria ser mais uma tarde de domingo no aglomerado Campo do Oriente, na região de Venda Nova, transformou-se em cenário de horror quando um menino de apenas 3 anos foi atingido por um disparo de arma de fogo. A tragédia aconteceu durante uma operação da Polícia Militar focada no combate ao tráfico de drogas. Segundo o boletim de ocorrência, os militares perseguiam suspeitos armados por becos da comunidade quando um dos policiais efetuou um disparo ao visualizar um homem armado. Pouco depois, o grito de desespero dos moradores ecoou: a bala havia atingido o braço direito da criança, que nada tinha a ver com o conflito. O menino foi levado às pressas para a UPA Venda Nova e, devido à gravidade, transferido para o Hospital Odilon Behrens, onde passou por uma cirurgia de emergência para a retirada do projétil. Felizmente, apesar do trauma inimaginável, o estado de saúde do pequeno é estável e ele não corre risco de morte.
A ocorrência terminou com a prisão de um suspeito, mas o homem armado que motivou o disparo conseguiu escapar pelas vielas. Agora, o caso entra em uma fase de apuração rigorosa: a arma do policial envolvido foi apreendida para perícia e a Corregedoria da Polícia Militar foi acionada para investigar se houve excesso ou falha no protocolo de abordagem. Enquanto a polícia tenta justificar a ação como parte do combate ao crime violento, a comunidade do Céu Azul fica marcada pelo medo e pela indignação de ver um bebê de 3 anos se tornar estatística em uma guerra que parece não ter fim. O episódio levanta questões urgentes sobre a segurança de inocentes durante incursões em áreas residenciais, onde a linha entre o combate ao crime e a preservação da vida parece cada vez mais tênue.
