Por Tatiana Santos
A campanha Julho Verde busca conscientizar a população sobre a importância dos cuidados com a região da cabeça e do pescoço, mas a grande quantidade de informações na internet muitas vezes gera confusões, mais do que traz conhecimento. Pequenas alterações na boca, dores de garganta ou o aparecimento de caroços no pescoço frequentemente provocam dúvidas sobre quando é hora de se preocupar. Para ajudar a diferenciar o que é fato do que é apenas mito e orientar a população sobre os sinais reais da doença, o cirurgião-dentista de Itabira, Max Cota, responde às perguntas mais frequentes sobre a prevenção e o diagnóstico precoce.
Dente quebrado ou cárie pode causar câncer?
Mito. A cárie e o tártaro provocam inflamações, mas não têm relação direta com o surgimento de tumores. No entanto, o atrito frequente exige atenção: “Aquele paciente que tem uma má higiene na boca ou um dente pontiagudo que fica machucando a mucosa é um causador de câncer de boca”, explica. O trauma constante no mesmo local da boca é o verdadeiro fator de risco.
Qualquer rouquidão ou dor no pescoço é sinal de tumor?
Não necessariamente. Rouquidão e desconfortos na garganta podem surgir por mudanças de tempo, resfriados ou uso excessivo da voz. Porém, quando esses sintomas persistem sem melhora, é preciso buscar avaliação. O especialista de Itabira alerta para o prazo de atenção: “Qualquer sinal de alteração na região de cabeça e pescoço que permaneça por mais de 15 dias merece atenção. Não negligencie feridas na boca que não cicatrizam nesse período”, reforça.
O tratamento do câncer é sempre doloroso?
Depende da fase da descoberta. O nível de dor e a complexidade dos procedimentos estão diretamente ligados ao momento em que a lesão é identificada, como afirma o dentista, destacando a importância da consulta preventiva: “Câncer em fase inicial, talvez no momento da biópsia a gente já consiga resolver. O problema é quando está em estágios avançados, tornando o tratamento mais complexo e dolorido”.
Apalpando o pescoço é possível perceber algo errado?
Verdade. Fazer um autoexame simples ao tomar banho ou olhar no espelho ajuda a identificar alterações precocemente. A presença de um caroço sem dor no pescoço ou atrás das orelhas deve ser investigada por um profissional. Foi assim que o paciente Giovanni Carvalhais descobriu a doença, aos 52 anos: “Passando a mão atrás da orelha, percebi um nódulo pequeno, indolor e duro. Procurei o médico e o ultrassom confirmou o nódulo”, relata. Por isso, manter o hábito de se observar e procurar a orientação de especialistas ao menor sinal de dúvida continua sendo a forma mais segura de garantir a saúde.
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