Por Tatiana Santos
A conscientização sobre a saúde do homem ganha cada vez mais relevância na medicina preventiva. Os fatores de risco e as opções de tratamento para o câncer de próstata vêm tendo a cada dia mais espaço nos consultórios e o urologista Rodolfo Gonzaga detalha informações fundamentais sobre o rastreamento da enfermidade.
A alta incidência da doença em determinados estados está associada à transição demográfica e ao aumento da expectativa de vida, como aponta o especialista. “Se a gente pega uma população grande e envelhecendo, a gente vai ter mais número de casos de câncer de próstata”, diz, destacando que a idade madura é o principal fator determinante.
Além do envelhecimento, o histórico familiar desempenha um papel decisivo na predisposição ao tumor. Dr. Rodolfo recomenda atenção redobrada a quem possui parentes próximos com histórico da doença. Segundo ele, quem tem parente de primeiro grau, por exemplo, o pai teve câncer de próstata, o irmão teve, há ali um componente mais agressivo para o desenvolvimento da doença.
No momento do diagnóstico, o médico reforça que o exame de PSA e o toque retal se complementam na rotina de exames. “O PSA e o toque retal são exames da próstata, eles são complementares”, explica, lembrando sobre a importância do acompanhamento combinado a partir dos 45 anos.

Importância de diagnosticar cedo
A ausência de sinais visíveis no início torna a ida regular ao urologista indispensável. “O câncer de próstata na fase inicial é completamente assintomático”, afirmou o médico, ressaltando que a dor ou a dificuldade urinária só costumam aparecer em estágios mais adiantados. Para esses quadros, a medicina evoluiu significativamente com opções terapêuticas personalizadas. Além de bloquear a hormônio que alimenta o tumor, novas tecnologias garantem tratamentos mais eficientes e com menor impacto no dia a dia do paciente, é o que esclarece o médico.