Por Tatiana Santos
A constante vulnerabilidade do sistema de abastecimento de água em Itabira, evidenciada por frequentes manutenções e períodos de estiagem, tem data prevista para ser superada, segundo o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae). A autarquia aposta na conclusão das obras de captação do Rio Tanque como a solução definitiva para o suprimento hídrico do município.
Atualmente, a cidade opera no limite de sua capacidade de produção de água potável, dependendo da combinação de suas próprias estações de tratamento com os 160 litros por segundo fornecidos pela mineradora Vale. Qualquer oscilação em um desses pontos exige manobras complexas de redistribuição entre os bairros.
Para preparar a cidade para esse novo volume, intervenções estruturais já estão em andamento em vias estratégicas. A engenheira sanitarista da autarquia detalhou o cronograma, com Maria Eduarda Fonseca: “A expectativa é que as obras do Rio Tanque fiquem prontas ano que vem e para isso também a gente está fazendo algumas obras estruturantes para receber também o Rio Tanque. A gente está com uma obra na Avenida Brasil e também fazer a integração dos nossos sistemas da Pureza junto com o Fênix para realmente ter resolvido esse problema da falta de água em Itabira”, explicou.
Alerta para se economizar
Até que o projeto esteja totalmente operacional, o Saae reforça que a população precisa manter hábitos severos de economia e adequação das instalações. A existência de reservatórios domiciliares compatíveis com a demanda de 24 horas continua sendo o principal amortecedor contra paralisações do sistema público.
Além das obras do Rio Tanque, a autarquia planeja modernizar a interligação de registros e anéis hidráulicos para reduzir perdas na transição entre a captação e os reservatórios de bairro. O objetivo é evitar que paralisações em pontos específicos da rede afetem de forma generalizada os consumidores da zona urbana. Com as novas estruturas, a administração municipal prevê garantir água tratada em abundância nas torneiras de forma contínua, eliminando a necessidade de decretos de emergência hídrica e também os rodízios durante os meses de seca mais rigorosa no estado.
No último final de semana, moradores de pelo menos 17 bairros de Itabira ficaram atentos ao consumo de água, devido a uma manutenção no sistema de captação operado pela Vale. A equipe técnica do Saae confirmou que a redução na oferta obrigou a autarquia a remanejar o fluxo de reservatórios para garantir o suprimento básico em toda a cidade.